ASSEMBLEIA QUE DESTITUIU A QUADRILHA
GARIMPEIROS FAZEM CORDAM DE ISOLAMENTO NA MINA
RANCHO GARIMPEIRO NO CANTEIRO DE OBRAS
GARIMPEIROS COORDENADOS PELAS LIDERANÇAS
ADILTON CARDOSO LER MANIFESTO E APOIA A MANUTENÇÃO DOS GARIMPEIROS NA MINA

A MINA ESTÁ ENCHENDO D’ÁGUA E TUDO QUE A INTERVENÇÃO QUER AGORA, É TIRAR O DINHEIRO DA CAIXA

Escrito por ASCOM/ADEPAG Ligado .

SACO DE DINHEIROTudo o que foi discutido durante a reunião ocorrida ontem, em Belém, pela cúpula da Intervenção, que inclui dois “interessados” deputados federais e membros do governo do Pará, foi à estratégia de como arrancar o dinheiro da Caixa Econômica, que pertence aos garimpeiros, antes de entregar de volta a cooperativa completamente depenada aos seus legítimos donos.


O primeiro passo é tentar aprovar a reforma do Estatuto Social da Coomigasp através de uma assembleia geral, já convocada pelo interventor.

Caso aprovado o novo Estatuto, dentro dele, tem uma cláusula em que os garimpeiros estarão voluntariamente doando os 600 milhões de reais que se encontram depositados na Caixa Econômica ao Governo Estadual para ser aplicado em “obras sociais” no Estado do Pará.

Esse filme de enganação os garimpeiros já conhecem. O mesmo esquema foi feito há muitos anos atrás por Sebastião de Moura Curió, no período que controlava com mão de ferro a cooperativa.

Curió convocou também uma assembleia geral com um número reduzido de sócios da cooperativa em que os garimpeiros repassavam todo o dinheiro da Caixa Econômica para à Coomigasp, sob o argumento de que seria aplicado nas obras de rebaixamento próprio garimpo.

Mas a intenção na época era outra: o dinheiro serviria para pagar fraudulentos precatórios “fabricados” contra a cooperativa, esquema que os garimpeiros não aceitaram.

Desta vez, a intervenção quer fazer o mesmo, mas de forma contrária. Quer convocar um número reduzido de sócios da cooperativa para aprovar uma reforma estatutária onde os 38 mil garimpeiros abrem mão de um dinheiro que legitimamente lhes pertence para doar ao governo do Estado do Pará. O argumento é de que o dinheiro será aplicado em “obras sociais”.

Enquanto a Intervenção continua impedindo que os garimpeiros retomem a sua cooperativa e promova o destrato com a falida empresa Colossus Minerals que abandonou o canteiro de obras desde dezembro do ano passado, os pouco mais de 200 metros de túnel vão sendo engolido vagarosamente pelas águas.

O bombeamento precário não está dando conta de sugar toda a água. A CELPA - Companhia de Energia Elétrica do Pará, ameaça cortar o fornecimento por falta de pagamento.

A dívida é grande e o interventor não dá satisfações. Tudo que a intervenção quer e seus apoiadores políticos querem é meter a mão no dinheiro da Caixa em nome da “caridade”. Resta saber se os garimpeiros estão disposto a perder o que é seu.

Por outro lado, o julgamento do agravo regimental que porrá fim neste golpe chamado de intervenção ainda não aconteceu porque o Ministerio Publico não devolve o processo para as mãos da desembar4gadora relatora,  de quem os garimpeiros esperam um julgamento seja lá qual for. 

Até porque, caso seja desfavorável aos garimpeiros , restará recursos ao STJ, que certamente não deixará essa excrescência prosperar. Em resumo, a intervenção só esta ainda valendo porque o Tribunal de Justiça do Pará  ainda não julgou o agravo regimental  da sociedade garimpeira. Mas terá que fazer em breve não há como fugir. O Direito Brasileiro não abriga esse tipo de golpe  que o MP está impondo aos garimpeiros.

DEPOIS DE NOVE MESES DE PILHAGEM, A INTERVENÇÃO TRIPLICOU A DÍVIDA DA COOPERATIVA E VAI DEIXAR A COOMIGASP E OS GARIMPEIROS TOTALMENTE DEPENADOS

Escrito por ASCOM/ADEPAG Ligado .

interA cretina intervenção judicial que roubou o lugar de uma diretoria eleita pelos garimpeiros em junho do ano passado, para se apossar indevidamente de todo o seu patrimônio, já acumula uma dívida apenas com fornecedores e prestadores de serviços em Curionópolis, Marabá e Parauapebas que passa de 10 milhões reais.


A intervenção que se apossou da cooperativa dos garimpeiros com a justificativa de concertar as coisas erradas, está contribuindo para aumentar ainda mais a dívida trabalhista da Coomigasp que já chega dos 23 milhões de reais.

A pilhagem o dinheiro da cooperativa pela Intervenção começou com o saque de mais de 6 milhões de reais que estavam depositados na conta judicial, número 0002-01, do Banco do Estado do Pará. O dinheiro havia sido bloqueada em maio do ano passado pela justiça Trabalho, para saldar passivos trabalhistas que correm na Vara do Trabalho de Parauapebas em desfavor da Coomigasp.

Em menos de 60 dias após do decreto de intervenção, o dinheiro foi parar na conta bancária pessoal do interventor. O dinheiro fazia parte de um fundo de reserva que a cooperativa vinha mantendo para paga uma velha dívida de passivos trabalhistas, cujo valor era de 17 milhões de reais, até novembro do ano passado.

O saque foi autorizado indevidamente pela juíza do Trabalho da Primeira Vara de Parauapebas, Marlise de Oliveira Laranjeira de Medeiros, já que o dinheiro era um fundo de reserva que jamais poderia ser mexido.

A situação levou os credores que estão na fila há mais de 15 anos de espera a pressionar a juíza Marlise de Oliveira Laranjeira exigindo uma tomada de providências. Mas a magistrada não consegue encontrar o interventor que pouco aparece na sede da Coomigasp em Curionópolis.

Por causa disso, ela tomou a drástica medida de bloquear previamente qualquer repasse feito a cooperativa pela empresa Século III que irá iniciar a partir do próximo mês a exploração do ouro da montoeira.
O dinheiro do ouro da montoeira que deveria seguir para o bolso dos garimpeiros será confiscado pela Justiça do Trabalho para pagar os passivos trabalhista, tudo por causa da cretina e injustificada intervenção. Enquanto isso a dívida se avoluma.

Nestes nove meses de intervenção na Coomigasp, cerca de 200 outros novos processos trabalhistas deram entrada nas Varas do TRT de Parauapebas. O somatório geral cobrado pelos credores já atinge o patamar de 23 milhões de reais.

Por outro lado, são inúmeras as empresas que fizeram contrato de prestação de serviços neste período de intervenção. Esses fornecedores e prestadores de serviços, há nove meses não consegue receber nada da Coomigasp. Os atuais funcionários da cooperativa, contratado pelo interventor, estão sem receber seus salários há cinco meses.

Com toda essa baderna e pilhagens praticadas por esta intervenção, os garimpeiros não estão mais dispostos a continua passivamente diante do que estão fazendo com o seu patrimônio. No fim de janeiro deste ano, a trambiqueira Colossus anunciou oficialmente a sua falência.

A empresa canadense acabou, faliu ao dar um tremendo golpe no Canadá. Apesar de tudo isso, a Justiça do Pará que envergonha o Poder Judiciário brasileiro, continua mantendo a promiscua e desastrada intervenção, impedindo que os garimpeiros que hoje são donos de 100% da mina de Serra Pelada e de todos os equipamentos que se encontram no canteiro de obras, que façam o destrato do contrato com a Colossus.

O ultimo golpe que a intervenção quer dar nos garimpeiros, é o de convocar uma assembleia para alterar o Estatuto. A reforma se for aprovada vai transformar o interventor em “Presidente Vitalício” da Coomigasp. A manobra visa que este grupo interventor tome de vez o patrimônio que pertence a 38 mil donos. Os garimpeiros não vai deixar que isso aconteça. O grito de “Fora Intervenção” já começa a soar por todo o Brasil