
PARA ACABAR COM ROUBO DO DINHEIRO DAS TAXAS PAGAS AOS DELEGADOS DA COOMIGASP, SÓCIOS DEPOSITARÃO AS MENSALIDADES ATRAVÉS DA CONTA JUDICIAL
Onde foram parar os dois milhões e 400 mil reais referentes ao pagamento das taxas pelos garimpeiros a Coomigasp neste ano de 2012?
Resposta: nos bolsos de diretores corruptos e dos delegados farristas da própria cooperativa.
Esse foi o principal tema abordado por dirigentes da Associação de Defesa do Patrimônio dos Garimpeiros Sócios da Coomigasp - ADEPAG, durante as reuniões ocorridas no dia ontem em São Mateus e Presidente Dutra, cidades no Maranhão.
Para impedir que o dinheiro pago pelos garimpeiros continue sendo desviado pelos delegados regionais, a ADEPAG em nome da sociedade garimpeira, entrará com um pedido de informações no início de janeiro no Ministério Publico sobre o numero da conta judicial aberta em agosto passado pelo MPE.
Os garimpeiros também estão sendo orientados a não realizar nenhum pagamento à cooperativa que não seja através da conta judicial. Os comprovantes de depósitos deverão ser guardados cuidadosamente como comprovante de quitação e pedido de baixa junto ao sistema da cooperativa. Essa é a única forma de evitar que o dinheiro das taxas pagas pelos garimpeiros fique nos bolsos dos delegados corruptos e não passe pela contabilidade da entidade, sustentam os líderes
Em Presidente Dutra, o clima era de insatisfação dos garimpeiros contra o presidente impostor da Coomigasp, Valder Falcão, acusado de estar entregando o que resta à empresa Colossus e contra o delegado regional Candido Neto que comprou uma fazenda recentemente com o dinheiro do recolhimento das taxas pagas pelos quase cinco mil garimpeiros que moram na região de Presidente Dutra.
Neste ano, de acordo com os cálculo feitos por Vitor Albarado, presidente da ADEPAG, quase dois milhões e meio de reais foram pagos pelos associados à cooperativa, sendo que grande parte desse dinheiro foi recolhido nas delegacias regionais da Coomigasp no Pará, Tocantins, Maranhão , Piauí , Roraima e Goiás.
Notas e recibos fajutos sem qualquer valor fiscal, apresentados pela maioria dos delegados regionais, servem para justificar o desvio das taxas de mensalidades pagas pelos sócios da Coomigasp. Os casos mais acentuados, além de Presidente Dutra, estão em Imperatriz, Santa Inez, São Luis, Teresina, Marabá, São Domingos , Araguaína e Goiânia . Nessas regionais a farra com o dinheiro das mensalidades é grande.
“Os garimpeiros que já não têm de onde tirar, são obrigados a pagar suas mensalidades a uma cooperativa sob a ameaça de perder os seus direitos. O mais duro para o garimpeiro é saber que o dinheiro que ele arranjou, com tanto sacrifício, está sendo gasto por diretores bandidos e delegados inescrupulosos como vem ocorrendo neste final de ano”, apontou Vitor Albarado.
Enquanto os delegados regionais metem as mãos no dinheiro das taxas pagas pelos sofridos garimpeiros, os diretores, por sua vez, metem as mãos no dinheiro dos mútuos e repasse feitos pela Colossus como foi o caso dos mais de 1 milhão de reais sacados da conta judicial.
O promotor Helio Rubens Pinho Pereira, principal responsável pelos saques da conta judicial, recebeu um novo pedido da quadrilha comandada pelo impostor presidente da Coomigasp Valder Falcão, para que seja liberado os 700 mil reais depositados pela Colossus na última terça-feira (18).
O que foi apurado pela ADEPAG é que Valder apresentou uma nova planilha priorizando o pagamentos dos “contratos particulares de mútuos financeiros” assinados pelo ex-diretor financeiro, Marco Antonio Rodrigues Prado (Poliplaca), que emprestou para a Coomigasp R$ 117.000,00 (cento e dezessete mil reais); José da Costa, membro do Conselho Fiscal, emprestou R$ 58.000,00 (cinquenta e oito mil reais); Célio de Sousa, que emprestou R$ 148.700,00 (cento e quarenta e oito mil e setecentos reais) e a funcionária Ana Maria de Araujo Dias, que emprestou para a Coomigasp R$ 40.800,00 (quarenta mil e oitocentos reais) além do desempregado e ex-diretor de produção, José Raimundo Brandão Miranda, que também emprestou à cooperativa R$ 19.000,00 (dezenove mil reais).
“Estamos de olho na movimentação dessa quadrilha em torno do dinheiro da conta judicial. Em janeiro, logo que terminar o recesso do Tribunal de Justiça e do Minisserio Público, a ADEPAG vai entrar com varias ações exigindo esclarecimentos”, disse Vitor Albarado.
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Comentários
Obrigada.........